| PIRATAS: Uma perspectiva (Parte 1) |
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| Escrito por Pedro Silva | |
| 14-sep-2006 | |
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A pirataria é um dos poucos temas que tem permanecido mediático ao longo dos tempos. Tanto assim é que, com a introdução das novas tecnologias, a palavra "pirata informático" surgiu no vocabulário quotidiano. Ciclicamente, porém, o destaque dado a este importante facto histórico que, durante anos, agitou os mares mundiais, é superior. Naturalmente, como fomos alertando ao longo da presente obra, grande parte dos fenómenos de popularidade têm muito que ver com as ideias dos grandes estúdios de cinema em Hollywood (Estados Unidos da América).
Não há, efectivamente, volta a dar-lhe. O cinema, mais do que a literatura (mesmo considerando os best-sellers extraordinários de um passado recente, como as obras do brasileiro Paulo Coelho, os escritos de J. K. Rowling e o seu pequeno mágico Harry Potter, assim como Dan Brown e o seu Código Da Vinci), é a mola que impulsiona o comércio da sociedade. Como tal, por estes dias, a sequela do filme "O Pirata das Caraíbas", com o magnífico actor Johnny Depp, tem trazido a velha questão da pirataria à ribalta. E nós, enquanto antigos apaixonados pelo tema, sentimo-nos particularmente satisfeitos pelo facto. Um pirata é, grosso modo, um fora-da-lei. Mas, apesar das histórias de grande violência, assaltos e algumas violações, a verdade é que subsiste no ar uma ideia de considerar o pirata um "bom vilão". Pode parecer antagónico, dado que um vilão é um termo que nada tem de positivo, mas a expressão pode ser utilizada na visão romanceada da pirataria. Usando uma perna de pau, dado que a outra terá sido perdido em batalhas sanguinárias de luta por fantásticos tesouros ou até pela própria liberdade, o pirata é também conhecido por ter os dentes terrivelmente estragados, assim como um lenço a segurar os cabelos compridos e desgrenhados. Igualmente patente na figura típica do pirata é a pala no olho, tapando o globo ocular danificado por uma espada inimiga. Quantas histórias não estão ainda por contar relativamente à pirataria. Perseguições em alto mar, fugas miraculosas das mãos de exércitos inimigos, grandes recompensas pagas por nações de todo o mundo como remuneração por um serviço prestado, tudo isto faz parte do imaginário popular.
Mais assustadora que a negra era, porém, a vermelha, cujo esvoaçar no topo da embarcação significava, automaticamente, que os inimigos iriam ser tratados sem qualquer respeito ou misericórdia. Convém analisar o nome utilizado para esta bandeira. Jolly, como todos sabemos, significa alegre. Esta seria uma tradução literal. Porém, a colocação de Roger junto à outra palavra pretende significar um nome popularizado do próprio diabo - que, em inglês, costuma ser apelidado de "Old Roger". Não podemos descurar a ligação do termo Roger com a conotação fortemente sexual que lhe é imputada, ainda actualmente, e que se prenderá com o tratamento brutal dado às cativas. Mais do que como símbolo de um poder ou nação, a mesma forma para que as bandeiras eram utilizadas pelos demais navios, a Jolly Rogers era um sinal de aviso à navegação. Quem a visse deveria dar uma volta suficientemente ampla para não entrar no raio de acção do navio pirata, caso contrário seria maltratado fisicamente, pelo que a sua actuação tinha um efeito primordialmente disuasor. No comments... |
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Também muito famosa é a célebre Jolly Roger, a bandeira típica dos piratas, sendo que a mais conhecida é, efectivamente, a de fundo preto com uma caveira, com os seus ossos cruzados, desenhada a branco, criando um efeito assustador. Reafirme-se, no entanto, que existiram inúmeras variantes desta Jolly Roger: em vez de ossos cruzados, por vezes são apostas duas espadas, ao passo que outros símbolos de morte e destruição podem ser desenhados na bandeira.





























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