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História da Pirataria criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
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Escrito por Pedro Silva   
22-sep-2006

PiratasAo contrário do que se pensa (e isto acontece devido a obras de ficção de grande qualidade que popularizaram uma determinada visão do pirata), a pirataria não surge no século XVI, com grandes embarcações que cruzavam os mares para abalroar e assaltar os navios de transporte de mercadorias e bens que provinham das colónias sul-americanas na posse de vários países europeus.

Efectivamente, o termo pirata provém do grego "peiratés", pelo que está confirmado que foi na Grécia Antiga que pela primeira vez se ouviu o som desta palavra, que se tornaria muito famosa. O seu autor terá sido Homero, o primeiro grande poeta grego, que terá vivido há mais de três mil anos, e a obra onde a palavra foi referida chamava-se Odisseia (um livro de poesia com cariz nostálgico, ou de saudade, no qual Homero descreve histórias do passado da Grécia Antiga).

Atendendo a que na época, ou seja, em torno do ano 700 a.C., eram os navegadores fenícios e assírios (principalmente os primeiros) que detinham as melhores e maiores frotas navais, expandindo o seu feixe negocial a toda a Europa e grande parte do Oriente, foi com alguma naturalidade que os exércitos gregos chegassem à conclusão que a melhor forma de garantir alguma solidez monerária a prática da pirataria.

Atendendo a que, nos séculos seguintes, não existiu nenhum império naval de grande monta, também aqueles que se dedicavam a assaltar navios (como tal, sendo uma espécie de parasitas dos mares, fazendo a analogia com a zoologia, que se alimentava dos hospedeiros-navios) definharam e acabaram por desaparecer.

PiratasSó na Idade Média, os europeus se voltaram novamente para a arte marítima. Os navegadores venezianos são disso exemplo, assim como as frotas navais francesas e britânicas (note-se que até os Cavaleiros Templários tiveram, por esta altura, uma quantidade impressionante de embarcações que utilizavam para, simultaneamente, transportar pessoas e bens).

È, por arrastamento, que surgem novamente piratas a cruzar os mares. A estes "piratas", os franceses, bastante afectados por eles, chamavam normandos. Porém, o mundo conhece-os por outro nome: Vikings. São este conjunto de nórdicos que, descendo os mares para sul, nas suas embarcações velozes, semearam o pânico nas populações do sul da Europa, mercê de uma atitude por vezes selvática.

Mas, como bem sabemos, é entre os séculos XVI e XVIII que, na zona das Caraíbas, mais se destacaram os piratas no firmamento histórico. Bem equipados, altamente preparados física e tecnicamente para o acto de pirataria, tinham como principal enfoque os navios espanhóis que, da América Central e do Sul, vinham carregados de ouro e prata. Então, a caminho da Europa, muitos navios foram abalroados e totalmente limpos dos bens materiais. Por outro lado, alguns repousarão ainda no fundo dos mares.

Mas também Portugal sofreu na pele os efeitos adversos da pirataria, mesmo que apenas no Brasil estivessem a conseguir extrair ouro em quantidades relevantes.

Convém, ainda, frisar que estes piratas eram compostos, normalmente, por homens do mar, alguns escravos e toda uma série de fugitivos que não tinha pátria onde se esconder, optando por uma vida totalmente desregrada, participando em múltiplas expedições ilegais, esperando que o futuro lhes trouxesse uma merecida reforma numa qualquer ilha das Caraíbas, com um valor monetário relevante acumulado.

Mais recentemente, em 1920, a pirataria voltou a ser falada, desta feita na China, mesmo que, posteriormente, tenha perdido quase toda a sua relevância, a par do facto de que, actualmente, não existe nenhum pirata similar aos do passado.

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